sexta-feira, 18 de maio de 2012

Carlos Fuentes guiou a literatura espanhola para a modernidade

O escritor mexicano Carlos Fuentes, que morreu nesta terça-feira aos 83 anos, foi um intelectual que questionou durante toda a vida o seu país pela incapacidade de construir uma democracia mais autêntica e que, a partir da literatura, encaminhou à narrativa em língua espanhola para a modernidade. 

Crítico do nacionalismo oficial mexicano e cosmopolita, Fuentes invocou várias vezes a incapacidade do país em se transformar em uma sociedade moderna e em desvendar os mistérios da alma mexicana. Amante do idioma em que escrevia, chegou a dizer que sua luta para conservar o espanhol durou toda sua infância, pois esteve a ponto de perdê-lo. 

"O idioma queria dizer para mim nacionalidade: era um conjunto opressivo de significados sujeitos sempre a luta, a reconquista", disse. 

Considerado o fundador do romance moderno no México, o intelectual fez curso superior na Unam (Universidade Nacional Autônoma do México) e no Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra (Suíça). 

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